Movimento Luto por Bebedouro realiza protesto para cobrar resposta do MPF
“É um descaso. Querem marcar a reunião para 16 de novembro, depois das eleições, como se fosse uma causa política, quando, na realidade, é uma causa de vidas. Dia a dia as pessoas estão adoecendo por não saberem como ficarão, por verem seu patrimônio, suas memórias e convívios serem tirados deles, e, por outro lado, o descaso do poder público. A Braskem precisa ser responsabilizada e as famílias indenizadas antes de saírem de suas casas. É urgência”, defende Israel Lessa, líder do Movimento Luto por Bebedouro.
Ele lembra que recentemente a Braskem apresentou um novo mapa, que mostra as áreas de criticidade atual e um círculo de áreas de criticidade futura. “Criticidade futura? Estes locais já estão com imóveis danificados, como o Colégio Batista de Bebedouro, que está cheio de rachaduras e não têm condições de receber alunos. O perigo é agora, não é futuro”, destaca Lessa.
Além de moradores do bairro de Bebedouro e líderes comunitários, o protesto contou ainda com a presença de moradores de outros bairros afetados, como o Pinheiro, através da Associação dos Empreendedores do Pinheiro, Bom Parto e também do Saem, que já apresenta fissuras e rachaduras em ruas e imóveis.




