segunda-feira, 07 de setembro de 202613:13:45
Sol
TV Alagoas
GeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORAPolíticaAfD conquista vitória histórica nas eleições estaduais da Saxônia-AnhaltPolíticaAgenda dos presidenciáveis para o feriado de 7 de SetembroInternacionalAcidente com avião de carga em Miami deixa 5 mortosCulturaRádio Nacional lança série especial do programa No Mundo da BolaEconomiaSenado aprova MP que zera imposto sobre compras internacionais até 50 dólaresGeralMega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 48 milhões; veja os númerosGeralIBGE lança mapas-múndi inéditos a partir de amanhã, 7 de setembroPolíticaLula reafirma soberania do Brasil em pronunciamento pelo 7 de setembroEsportesBotafogo empata com Palmeiras e favorece Flamengo na liderança do Brasileirão

Moradores do Pinheiro relatam mudança de vida após completar 2 anos dos tremores no bairro

Redação04 de março de 2020

Foi no dia 03 de março de 2018 que os moradores do bairro do Pinheiro, em Maceió, sentiram o chão tremer. Por causa do tremor, casas e edifícios apresentaram rachaduras. Com o problema, os moradores precisaram abandonar suas residências e deixaram para trás toda uma vida.

Ontem (03), o tremor no Pinheiro completou dois anos. A publicitária Elayne Cristina ainda lembra do abalo sísmico. “Lembro como hoje o primeiro abalo que teve. Estava no Divaldo Suruagy, na casa da minha mãe, quando sentimos o chão tremer. E de lá pra cá, as nossas vidas mudaram", contou Elayne.

A publicitária precisou se mudar com sua família para um apartamento, no bairro da Gruta, depois que as rachaduras atingiram o seu antigo prédio Tibério Rocha. “Tivemos que fazer um investimento e comprar um apartamento. Graças a Deus conseguimos, mas ficamos tristes por outros vizinhos nossos que não puderam e até hoje permanecem no local”.

A família da publicitária, mãe, tios, tias e sobrinhas, residiam toda no bairro do Pinheiro e tiveram que se mudar. “Nascemos naquele bairro e tivemos que sair, deixando para trás boas lembranças das nossas vidas e até hoje não tivemos nem amparo”.

Publicidade
Cesmac

A jornalista Lírida Nerys disse que o "último ano foi difícil para toda família". "A gente passa pelo bairro e vê o desespero das pessoas. Temos relatos de muitas pessoas que hoje enfrentam quadros depressivos".

Lírida contou que a mãe dela trabalhou por 44 anos no serviço público para ter a casa dela no Pinheiro. "Ela sempre pensou em ter uma aposentadoria muito tranquila, esse ano ela se aposentou e não conseguiu usufruir daquilo que ela tanto almejou. Saímos de uma casa grande para um apartamento pequeno para nossa antiga realidade, onde deixamos quase tudo o que temos para trás, pois não coube dentro do apartamento", disse.

Lírida disse que até agora a situação é desesperadora. "Não tem dinheiro, não tem indenização que venha reconstruir todo o valor afetivo que vivemos".

A jornalista disse que o processo de indenização é muito cruel. "A Braskem vai dar pra gente um recurso que a gente não sabe no que é baseado, eles vão na verdade indenizar algo que não tem valor, que são memórias. É a dedicação de toda uma vida que foi construída ali. Não tem valor", ressaltou.

Fonte: Cada Minuto

Continue Lendo