quarta-feira, 26 de agosto de 202608:58:00
Pode chover 33%
TV Alagoas
GeralFacebook falha em filtrar anúncios com desinformação eleitoralGeralHomem desaparece após sair de casa de moto e acompanhado de mulher no Benedito BentesGeralVersões diferentes: namorada é indiciada por incêndio que matou fundador de organizada do CSAGeralCrateras abertas após obra de drenagem preocupam moradores em Rio LargoGeralHomem é flagrado com três crânios humanos dentro de sacolaGeralConheça os chefs do Festival Penedo Sabor & JazzPolicial“A gente estava sofrendo”: pai de Micael fala sobre notícia da morte de suspeitosGeralConcurso da Sefaz-AL oferece 100 vagas para Auditor Fiscal; veja salário!GeralDivulgado resultado preliminar da perícia para PcD na Guarda MunicipalPolicialTrês são presos suspeitos de tráfico de drogas no Benedito BentesGeralOperação Tapa-Buraco: Prefeitura de Maceió recupera trecho de asfalto próximo ao Shopping MiramarGeralFeirante Marcelo dos Santos mantém tradição familiar no comércio de Maceió

Lira diz ao STF que ação contra fundo eleitoral criminaliza política

Redação20 de janeiro de 2022530 visualizações
Lira diz ao STF que ação contra fundo eleitoral criminaliza política

A manifestação de Lira foi assinada nesta quarta (19) e juntada ao processo no qual o Novo pede a derrubada do trecho da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que permite que o fundo eleitoral chegue a R$ 5,7 bilhões em 2022.

O partido sustenta que houve definição arbitrária do valor pelo Legislativo. A LDO foi aprovada com esse montante e, então, vetada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Em seguida, o Congresso derrubou o veto.

Mais tarde, deputados e senadores aprovaram o Orçamento de 2022 com redução da quantia para R$ 4,9 bilhões, mas integrantes do governo Jair Bolsonaro (PL) avaliam elevar novamente para R$ 5,7 bilhões.

O fundo eleitoral será distribuído aos partidos para financiar as candidaturas deste ano.

No documento enviado ao ministro André Mendonça, relator da ação no STF, o presidente da Câmara afirma que o método de cálculo do fundo eleitoral "é completamente condizente com o poder de emendamento parlamentar".

"É necessário que fique claro que o Poder Legislativo, na condição de representante da vontade popular, dimensionou as necessidades de financiamento para a campanha eleitoral das eleições gerais de 2022", diz Lira, no documento.

"Para se impugnar tal deliberação -que goza de presunção de legitimidade-, não basta a retórica de uma minoria parlamentar irresignada; é preciso argumento técnico idôneo e inquestionável, o que claramente não logrou fazer o requerente [o Novo]", acrescentou.

"Ao revés, o discurso articulado pelo requerente está mais em linha com tendência hodierna de judicializar e criminalizar a política, em que uma minoria parlamentar tenta instrumentalizar o Poder Judiciário como instância de revisão de mérito de decisões políticas legítimas do Poder Legislativo."

Na mesma ação, a AGU (Advocacia-Geral da União), órgão que faz a defesa judicial do governo, disse que seria correto que o STF mantivesse a decisão do Congresso sobre o fundo eleitoral.
"Não se apresenta razoável partir da premissa de que a destinação de recursos para campanhas eleitorais, definida por critérios legais, estaria a depender de um sarrafo quantitativo para sabermos se atende ou não ao princípio constitucional da moralidade", disse a AGU na ação.

Tanto a AGU quanto Lira não entram no mérito sobre o valor do fundo, se deve ser de R$ 5,7 bilhões ou de R$ 4,9 bilhões.

Mendonça tem indicado que deve levar o assunto para o plenário do Supremo, onde os 11 ministros decidirão a respeito do assunto. As sessões do Judiciário voltam a ocorrer a partir de fevereiro.

Na ação, o Novo diz que o Congresso usurpou a competência do Poder Executivo por ter aumentado os recursos destinados ao fundo eleitoral a um patamar superior a 100% do valor originalmente previsto no projeto de LDO.

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que "não se trata de retórica, tampouco de criminalizar a política. Pelo contrário, trata-se de dignificá-la."

"Em um momento de absoluta crise sanitária e econômica, o Congresso fez uso de artifícios inconstitucionais para aumentar desproporcionalmente o fundo eleitoral em causa própria", afirmou, em nota.

"Boa parte dos parlamentares, que deveriam representar a população em seus anseios, viraram as costas aos brasileiros. O Novo não pode compactuar com isso, ainda mais quando a Constituição é desrespeitada dessa maneira."

Fonte: Notícias ao minuto

Tags:
política