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Falta de pontaria acende alerta do Palmeiras em início ruim no Brasileiro

Redação21 de abril de 2022333 visualizações
Falta de pontaria acende alerta do Palmeiras em início ruim no Brasileiro

As chances desperdiçadas não só impediram o Palmeiras de vencer a primeira no Brasileiro, mas evidenciaram um problema recente da equipe: em 2022, os palmeirenses acertaram o alvo em 127 (34%) de suas 369 finalizações, apontou a Footstats.

Segundo a plataforma de estatísticas, o Verdão é a equipe com a segunda pior pontaria do Brasileiro, e a terceira pior do Paulista.

O problema que se viu na noite de ontem (20) no Maracanã ocorreu também diante do Goiás, no sábado (16), quando o time chegou com muito perigo em lances com Dudu, Rony e Zé Rafael, que desperdiçaram boas oportunidades e mandara para fora.

Além do gol esmeraldino, o qual considerou que deveria ser invalidado, o técnico Abel Ferreira reconheceu o problema da falta de pontaria.

"Não ganhamos em Goiás não por culpa do árbitro. Uma coisa foi o árbitro, a outra foram as oito oportunidades que não conseguimos fazer. E futebol é isso: fazer gols. Deveríamos ter feito mais de um gol", ponderou o português na coletiva de imprensa após o confronto contra o Flamengo.

A situação de Goiânia mostra uma dificuldade do elenco alviverde em toda temporada, sobretudo na Série A: o time cria muito, mas finaliza com a mesma qualidade. No Campeonato Brasileiro, por exemplo, 71,43% dos chutes dos palmeirenses - ou 30 de 42 -foram errados.

O problema também se projeta sobre a necessidade de um camisa 9 de peso, objeção frequentemente feita pela torcida palmeirense e, em várias oportunidades, pelo próprio Abel, que da diretoria ganhou Rafael Navarro para a posição.

Após o empate contra o Rubro-Negro, o comandante alviverde comentou sobre o elenco curto que tem à sua disposição, a ausência dos reforços que havia pedido e o peso do calendário do futebol brasileiro.

"Temos um elenco curto por opção minha. Queríamos outras alternativas, o clube não conseguiu encontrar. Temos dois jogadores por posição, mais os moleques da formação que têm ajudado. Com a quantidade de jogos o problema não é jogar oito vezes no mês, mas jogar até novembro [assim].

Não há milagres. Quem estuda a parte física sabe disso: não somos máquinas", afirmou o treinador, que voltou a falar sobre as chances desperdiçadas:

"Nesses jogos há poucas oportunidades de gol. No último tivemos oito, nesse [contra o Flamengo] tivemos quatro."

COMEÇO NA LIBERTADORES FOI EXCEÇÃO

Se o ano palmeirense até o momento é marcado pela falta de pontaria, as exceções ficaram para a Libertadores: e não somente na quantidade de gols (12).

Enquanto a taxa de chutes errados é de 71% na temporada por inteiro, na competição continental ela cai para 50%: 23 errados de 46 tentativas.

Isso quer dizer que, nas goleadas por 4 a 0 contra o Deportivo Táchira e por 8 a 1 ante o Indepediente Petrolero, o Verdão criou como sempre, mas foi ainda mais eficiente ao finalizar a gol.

Se o pé calibrado na Liberta se deve à presença de um centroavante de posição, como Rafael Navarro, que se utilizou do bom posicionamento para anotar seis desses 12 gols, ou à inferioridade dos adversários da Bolívia e Venezuela, a sequência no torneio deverá esclarecer.

Fato é que, para o Palmeiras sair do 15º lugar no Brasileirão e voltar à disputa no topo da tabela, como nas temporadas anteriores, a pontaria alviverde precisa melhorar.

A próxima oportunidade para acertar a meta adversária com maior eficácia será o clássico contra o Corinthians, no sábado (23), às 19h (horário de Brasília), na Arena Barueri.

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Esporte

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