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Explosão nova em estrela pode acontecer no próximo ano, descreve manuscrito medieval

Redação24 de setembro de 2023219 visualizações

Em 1866, uma estrela que apareceu no céu noturno chocou os astrônomos.

Em 1866, uma estrela que apareceu no céu noturno chocou os astrônomos. Anteriormente ela era visível apenas com telescópios, mas em semanas ela se tornou a segunda mais brilhante da constelação de Coronae Borealis, para logo depois ficar invisível a olho nu novamente. No entanto, parece que aquele não foi um evento inédito, um manuscrito medieval descreve um brilho que pode ser da mesma estrela, e agora um pesquisador aponta que esse evento pode acontecer de novo no próximo ano.

Estrelas como essas, visíveis a olho nu, são ocasionalmente chamadas de "novas estrelas" ou apenas "novas", desde antes dos telescópios. À medida que aprendemos mais sobre o universo, as dividimos em dois grupos: as "supernovas" e as "novas". Apesar das primeiras serem mais conhecidas, as outras podem ser impressionantes e importantes cientificamente.

As novas são geralmente formadas por um par de estrelas, uma gigante vermelha e outra anã branca. As explosões recorrentes que acontecem nesses sistemas é devido ao fato da anã branca ser mais quente e mais densa, assim quando ela se aproxima da gigante vermelha, sua gravidade acaba roubando material de sua companheira, superaquecendo-o e causando uma explosão de brilho. Em alguns casos, esse ciclo é regular, em outros nem tanto.

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Explosões da nova

Além da explosão de 1866, na nova conhecida com T CrB a 2600 anos-luz de distância, outro evento desses foi percebido em 1946, sugerindo que ela seja regular com ciclos a cada 80 anos. Dessa forma, sua próxima explosão deveria acontecer em 2026, mas de acordo com Bradley Schaefer, existem evidências para que ela possa acontecer em abril de 2024.

O argumento levantado por Schaefer, é que a humanidade provavelmente já percebeu a nova em outras épocas e documentou esse aparecimento. Vasculhando registros antigos, ele encontrou possíveis avistamentos anteriores em um relato do reverendo Francis Wollaston por volta do Natal 1787 e outro em um relatório de Abbott Burchard de Upsberg, em 1217, ainda na época medieval.

Assim, o astrônomo estipulou que a T CrB é uma nova com períodos variáveis entre as explosões. Para calcular a próxima vez que ela será visível a olho nu, ele usou o tempo de queda de brilho da pré-erupção, ao invés de usar a duração do intervalo anterior. Apesar de poderem existir brechas nos cálculos de Schafer, em breve poderemos confirmar se suas previsões estão corretas.

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AstronomiaCiência e espaçoEstrelasSupernova

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