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CPRM aponta que cheia em Santana do Ipanema foi a maior já registrada em 40 anos

Redação02 de abril de 2020

Nível mais alto do Rio Ipanema desde 1980 provocou transbordamento na madrugada de segunda-feira (30), deixando centenas de famílias desabrigadas e desalojadas.

A enchente que atingiu no início da semana o município de Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas, foi provocada pela maior elevação do nível do Rio Ipanema já registrada nos últimos 40 anos, segundo levantamento do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgado nesta quarta-feira (1).

O fenômeno provocou estragos, deixando um rastro de destruição na cidade e centenas de famílias desabrigadas e desalojadas. O monitoramento da bacia do rio vem sendo realizado pela Superintendência Regional da CPRM em Recife. Os dados mostram que o nível do Rio Ipanema no dia 30 de março foi o maior da série histórica, desde 1980.

Veja abaixo as maiores cheias do Rio Ipanema, ano a ano:

  • 10,40 metros, em 2020
  • 7 metros, em 2004
  • 6,5 metros, em 1981
  • 6,48 metros, em 1984
  • 6,17 metros, em 1982
  • 5,2 metros, em 1992

Segundo a CPRM, equipes técnicas responsáveis pelo monitoramento estão em campo, em Santana do Ipanema, desde a última semana, com objetivo de gerar dados hidrológicos para a Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN) operada pela CPRM, sob a coordenação da Agência Nacional de Águas (ANA).

Além de Santana do Ipanema, o trabalho é feito em União dos Palmares e Murici, municípios da bacia do Rio Mundaú, onde a CPRM opera um Sistema de Alerta Hidrológico. Nestas estações foi feita a manutenção dos equipamentos.


"Localizados no semiárido, os rios Pajeú e Ipanema ficam secos durante a maior parte do tempo e no momento, com as fortes chuvas região, estão com vazões elevadas, sendo um momento ímpar para as equipes de hidrologia levantar dados de vazão nas estações hidrológicas instaladas na bacia", explicou o engenheiro hidrólogo Fábio Araújo da Casta, da Superintendência Regional da CPRM em Recife.

A ação da CPRM junto às bacias hidrográficas é regulamentada pelo Decreto Presidencial 10.282/2020, que define atividades de levantamento e análise de dados geológicos para garantir a segurança coletiva, por meio de alerta de riscos naturais e de cheias e inundações, como atividades essenciais e ininterruptas durante as ações de combate ao novo coronavírus no Brasil.


Fonte: G1 AL

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