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Coronavírus: Apple e Google atualizam funcionamento de plataforma de monitoramento de usuários

Redação25 de abril de 2020

Empresas vão reduzir métrica de contato entre dois aparelhos e calibrar Bluetooth para que não gere alarmes falsos em apartamentos. Apple e Google dão mais detalhes [...]

Empresas vão reduzir métrica de contato entre dois aparelhos e calibrar Bluetooth para que não gere alarmes falsos em apartamentos. Apple e Google dão mais detalhes sobre plataforma de smartphones para monitorar contágio por coronavírus.

Divulgação/Google

Apple e Google atualizaram nesta sexta-feira (24) detalhes técnicos do sistema de monitoramento de usuários de seus sistemas operacionais (Android e iOS) que planejam lançar em maio. As empresas afirmaram que os novos recursos dão às autoridades dados mais detalhados, embora tenham afirmado que também fortaleceram proteções de privacidade.

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O que se sabe até agora sobre a tecnologia de Apple e Google

O sistema anunciado em 10 de abril vai usar a tecnologia Bluetooth para que autoridades criem aplicativos que alertem as pessoas que estiveram próximas de quem testou positivo para o novo coronavírus.

As empresas disseram que a plataforma vai fornecer dados sobre quantos dias se passaram desde o último contato com uma pessoa monitorada.

Segundo as companhias, os números que identificam os usuários serão gerados aleatoriamente e metadados como a intensidade do sinal Bluetooth e modelo do aparelho do usuário vigiado serão codificados junto com as informações das pessoas das quais ele se aproximou.

Os chamados "tempo de exposição", o tempo de monitoramento que identifica a duração da proximidade de dois aparelhos, será arredondado para intervalos de 5 minutos, para impedir, segundo as companhias, a equiparação dos aparelhos às pessoas. O objetivo é tornar mais difícil que as pessoas possam deduzir quem está doente levando em conta o quanto tempo passaram junto de outras pessoas.

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Especialistas temiam que o sistema Bluetooth poderia gerar falsos alertas, uma vez que os sinais de rádio emitidos podem transpassar paredes e podem ser captados mesmo que momentaneamente, o que poderia comprometer a qualidade dos dados de vigilância recolhidos em prédios de apartamentos, por exemplo.

Apple e Google disseram que agora o sistema vai indicar dados sobre os níveis de sinais Bluetooth para melhor estimar quão perto dois celulares ficaram próximos e por quanto tempo, permitindo às autoridades definirem seus próprios limites sobre quando os alertas são enviados às pessoas.

Blog do Altieres: quais os desafios da tecnologia Apple-Google?

As empresas dizem que a tecnologia que desenvolveram não usa dados de localização por satélite (GPS) e que armazena os dados sensíveis dos usuários de forma descentralizada. Governos da Europa estão planejando sistemas que armazenarão os dados em servidores centralizados.

Sem o sistema desenvolvido por Apple e Google, os aplicativos criados por governos enfrentarão limitações como a necessidade de que a tela do aparelho seja desbloqueada para que o monitoramento sobre o usuário funcione corretamente.

Fonte: G1

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