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Corinthians festeja dez anos do título da Libertadores, data de sua 'libertação'

Redação04 de julho de 2022401 visualizações
Corinthians festeja dez anos do título da Libertadores, data de sua 'libertação'

No dia 4 de julho, os americanos celebram a Independência dos Estados Unidos. Já para os corintianos, a data significa uma espécie de libertação, pois foi naquele dia em que o Corinthians deu fim à agonia de seu torcedor, colocou um ponto final nas galhofas dos rivais e, enfim, chegou ao topo da América. A conquista da Libertadores sobre o Boca Juniors completa dez anos nesta segunda-feira como marco na história do clube paulista.O corintiano não se esquece da noite de 4 de julho de 2012. Perto do 102º aniversário do clube, a galeria de troféus do Parque São Jorge finalmente ficou completa. O time ergueu o seu primeiro - e até hoje único - troféu da Libertadores, com uma campanha irretocável. Cinco meses depois, o Corinthians alcançou o topo do mundo ao ganhar do Chelsea em Yokohama, no Japão.O time alvinegro se tornou há uma década o último dos paulistas a conquistar o título mais importante do continente. Naquela época, Santos e São Paulo tinham três taças da Libertadores e o Palmeiras, uma. Hoje, o time alviverde é tricampeão."Representou muito, foi uma festa inesquecível para toda uma geração", resume o jornalista e historiador Celso Unzelte, autor de uma série de livros sobre o Corinthians. "Mas dizer que um título é o mais importante da história do Corinthians só porque calou a boca dos rivais é sempre uma visão meio míope", pondera.O Corinthians tornou-se campeão continental com uma contundente vitória por 2 a 0 sobre o até então temido Boca Juniors no Pacaembu. A equipe mostrou maturidade, força e futebol de campeão. Tudo isso sobre os olhares atentos de quase 40 mil "fiéis". "Ganhar a Libertadores foi apenas um dos muitos desafios que foram e continuarão sendo propostos ao Corinthians ao longo de sua história. E o clube superou todos", diz Unzelte.As primeiras lágrimas começaram a cair antes mesmo de o jogo começar, com a bonita festa que a torcida fez para receber o time na subida ao gramado. Foi um dia diferente em São Paulo desde as primeiras horas do dia como há tempos não se via. Por todos os cantos, o preto e branco reinava seguido do grito de "Vai, Corinthians". Torcedores passaram o dia nos arredores do Pacaembu se preparando para o título. A festa começou bem antes com confraternização com churrasco e cerveja nas praças vizinhas ao histórico estádio paulistano.Durante a partida, a capital paulista ficou em silêncio. Muitos, incluindo torcedores rivais, acompanhavam atentamente o desenlace do jogo que mudaria a história corintiana e que transformou em ídolo o atacante Emerson Sheik, autor dos dois gols na decisão.Emerson abriu o marcador aos 9 minutos do segundo tempo, aproveitando passe de calcanhar do meia Danilo, depois que a defesa do Boca não conseguiu afastar a bola numa falta cruzada para dentro da área. O atacante, então com 33 anos, aumentou a vantagem e deu início à celebração da torcida corintiana aos 28 minutos, arrancando com a bola desde o meio-campo após um passe errado do zagueiro Schiavi."Gosto dessas partidas, tenho certeza que todo mundo que acompanhou a minha história sabe o quanto é importante isso", disse o veterano, na ocasião. "O grupo mereceu, trabalhou dentro de campo, ninguém fez mais que o Corinthians. Não foi acaso, não foi sorte, foi merecimento e competência desse grupo", afirmou o técnico Tite a repórteres após a conquista, ainda no gramado.TRAJETÓRIA O Corinthians ganhou a Libertadores de forma invicta. Em 14 jogos, foram oito vitórias e seis empates. A defesa, com apenas quatro gols sofridos, foi a menos vazada da competição. O jogo mais especial para quase todo corintiano, com exceção da final, foi contra o Vasco. Aquele confronto misturou drama, tensão, emoção e uma cena que entrou para a história do futebol sul-americano: a defesa milagrosa de Cássio em chute de Diego Souza quando o duelo estava empatado sem gols. Minutos depois, no fim da partida, Paulinho marcou de cabeça para selar o triunfo.Na semifinal, o adversário foi o Santos, de Neymar, e a classificação para a decisão foi obtida após vitória na Vila Belmiro (gol de Sheik) e um empate no Pacaembu.

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