Conheça o primeiro brasileiro curador da Bienal de Veneza

Pedrosa é reconhecido por sua contribuição para ampliar a compreensão da arte brasileira, destacando histórias e artistas menos conhecidos.
A 60ª edição da maior exposição de arte do mundo teve início neste sábado (20) em Veneza, Itália, marcando pela primeira vez a presença de um brasileiro como curador. Adriano Pedrosa, curador-chefe do Museu de Arte de São Paulo (Masp), é também o primeiro latino-americano a liderar a Bienal de Arte.
-
Siga a Forbes no WhatsApp e receba as principais notícias sobre negócios, carreira, tecnologia e estilo de vida
Adriano Pedrosa selecionou 331 artistas com diversidade geográfica e de gênero, muitos dos quais nunca tinham participado de uma exposição internacional. A artista ítalo-brasileira Ana Maria Maiolino e a turca radicada em Paris, Nil Yalter, receberam o prêmio Leão de Ouro e trata-se da primeira participação de ambas na Bienal de Arte.
O curador defende a ideia de que trazê-los para as novas gerações e para países que não os conhecem é uma atitude contemporânea e, para muitos, um ato político. Entre os brasileiros selecionados estão Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Cândido Portinari. Pintores africanos, árabes e mexicanos como Frida Kahlo e Diego Rivera também marcam presença.
O brasileiro de 58 anos tem sido considerado um ponto de virada sombrio e até melancólico por alguns críticos. Esta é a primeira Bienal de Veneza nos últimos anos que apresenta mais artistas mortos do que vivos. A edição de 2022 incluía 95 artistas falecidos, representando 44% dos participantes, o que foi considerado “impressionante”. Este ano, a proporção de artistas mortos na exposição é de 55%.
Além disso, a escolha do título é uma provocação, reforçada pela pauta anti-imigração da Europa e de outros países. O curador decidiu expandir o conceito. “Pego essa imagem do estrangeiro e a desdobro em queer, forasteiro e indígena”, disse Pedrosa em entrevista ao jornal O Globo.
Leia também:
- A arte e o poder da mente
- Até R$ 12 milhões por obra: quem são os artistas mais valiosos da SP-Arte 2024
- A arte silenciosa de Maria Klabin
Adriano teve seus primeiros passos reconhecidos na cena artística durante sua participação na SP-Arte, uma feira de arte local, onde dirigiu programas artísticos de 2011 a 2014. Sua trajetória como diretor artístico do Masp teve início no mesmo ano. Ele é reconhecido por sua contribuição para ampliar a compreensão da arte brasileira, destacando histórias e artistas menos conhecidos.




