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Câmara publica lei que prioriza casa para mulheres vítimas de violência

Redação18 de agosto de 2021303 visualizações

Proposta da vereadora Silvânia Barbosa foi apoiada por todos os vereadores

A Câmara de Maceió promulgou a Lei 68/2020 que vai garantir a mulheres vítimas de violência a prioridade para a aquisição de imóveis dos programas habitacionais em vigor na capital. De iniciativa da vereadora Silvânia Barbosa (PRTB), ela sensibilizou o prefeito JHC (PSB) durante lançamento da campanha Agosto Lilás.

Na sessão ordinária híbrida desta terça-feira (17), a vereadora agradeceu ao presidente Galba Netto (MDB) pela publicação no Diário Oficial e lembrou do caráter social da lei. Segundo a parlamentar, muitas vezes o que faz uma mulher sofrer violência doméstica durante anos é justamente o fato de não terem para onde ir.
"Uma vitória para mulheres em vulnerabilidade, que muitas vezes, além de toda a violência física e psicológica que sofrem, sequer possuem uma renda e quase sempre precisam recomeçar a viver como mães solo. É obrigação de todo e qualquer político criar mecanismos que auxiliem essas vítimas. Sem contar que muitas delas são jovens e com pouca escolaridade", disse Silvânia.
Para GalbaNetto a iniciativa é algo de muita relevância principalmente porque os números confirmam que em Alagoas a violência contra a mulher é estrutural. "Fico feliz em ver que a casa contribuiu para um problema relevante como este já que a violência contra a mulher é uma realidade. Então, nada mais justo que agora possam receber apoio para um novo recomeço", enfatizou o presidente.
Silvânia Barbosa disse que conseguiu conversar pessoalmente com o prefeito e ele havia se comprometido que os próximos cadastros e entregas de imóveis irão levar em conta, também, mulheres com esse perfil.
A iniciativa anunciada pela vereadora foi apoiada pelo vereador Pastor Oliveira (Republicanos). "Precisamos sempre nos posicionar contrários a todo tipo de violência e desenvolver políticas públicas para as mulheres. Contem sempre com meu apoio para isso", garantiu Oliveira Lima.

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