Brasil vai investir R$ 1 bi em maior laboratório de biossegurança máxima da América do Sul

O Brasil vai investir R$ 1 bilhão para a criação do maior laboratório de biossegurança máxima das Américas do Sul, Central e Caribe.
O Brasil vai investir R$ 1 bilhão para a criação do maior laboratório de biossegurança máxima das Américas do Sul, Central e Caribe. O espaço será local de estudo e prevenção de patógenos, importante aliado para detectar doenças e desafios emergentes no país e na região – e evitar próximas pandemias.
Além disso, o laboratório coloca o País como referência na pesquisa científica e terá colaboração de instituições internacionais.
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Como será o laboratório de biossegurança
Com investimento de R$ 1 bilhão, o laboratório de biossegurança foi batizado de Órion e ficará no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).Ele será um complexo de contenção biológica máxima, o primeiro NB4 (nível de biossegurança 4) do mundo a funcionar de modo integrado com uma fonte de luz síncrotron.
O The Conversation explicou a importância disso:
- Após a pandemia de Covid-19, o laboratório servirá como local de estudos de patógenos de segurança máxima, capaz de prever e prevenir de futuras ameaças biológicas;
- O termo NB4 se refere ao nível de segurança do local. O nível conta com sistemas de filtragem de ar para impedir a fuga dos patógenos, equipamentos de proteção individual, treinamento rígido e controle rigoroso de acesso;
- Já os laboratórios NB3 são feitos para estudar agentes patógenos que podem causar doenças graves em seres humanos; ainda não há vacina ou tratamento disponível;
- Os laboratórios NB2 são projetados para estudar agentes biológicos que podem causar doenças, mas que os riscos de propagação são limitados. Eles são mais comuns em ambientes acadêmicos e hospitalares;
- O NB1 é o mais baixo e trabalha com microorganismos com probabilidade mínima de causar doenças ao ser humano.
Integração com acelerador de partículas brasileiro
O complexo Órion ainda terá integração com três das 38 linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius (quando ele estiver concluído).A radiação emitida por ele permite ver com detalhes as estruturas da composição dos organismos e matérias em diferentes escalas e em tempo real. Isso possibilita a observação de, por exemplo, como uma célula infectada por um patógeno se modifica enquanto isso acontece.
Laboratório de biossegurança vai fomentar pesquisa e colaboração
O laboratório de biossegurança ainda terá cursos de treinamento para pesquisadores interessados em trabalhar com biossegurança.A estrutura permite outras atividades no mesmo local, permitindo que os interessados, selecionados por edital, tenham acesso a equipamentos de ponta (e, muitas vezes, inacessíveis) para ampliar o escopo de suas pesquisas.
Ainda, o Órion terá colaboração com instituições brasileiras, como Fiocruz, Instituto Butantan, universidades e o Ministério da Saúde e Ciência e Tecnologia, e internacionais, como o Instituto Koch, da Alemanha.

Importância da iniciativa
Para além de colocar o Brasil em posição de destaque na pesquisa global, o laboratório de biossegurança máxima vai dar condições para o estudo de patógenos e como preveni-los, podendo ajudar no enfrentamento de desafios emergentes da região.O investimento bilionário vem em contexto de pós-pandemia e da necessidade de dispor de infraestrutura e planos de contingência para lidar com possível próxima ameaça de saúde.
Fonte: Olhardigital



