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Banco Central inicia hoje reunião para definir futuro da taxa básica de juros

Redação31 de janeiro de 2023298 visualizações
Banco Central inicia hoje reunião para definir futuro da taxa básica de juros
© Reprodução

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) começa nesta terça-feira (31) a reunião que vai definir a taxa básica de juros que permanecerá vigente até o fim de março. A expectativa é de que a taxa Selic seja mantida em 13,75% ao ano, o maior patamar desde o início de 2017.

Nesta terça, o presidente do BC, Roberto Oliveira Campos, e os oito diretores da autoridade monetária realizam apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas da economia e o comportamento do mercado financeiro.

Amanhã (1º), o comitê projeta as possibilidades futuras e define a nova Selic. A decisão a respeito dos novos juros será anunciada após as 18h, e ficará vigente pelo menos até o início de fevereiro, quando os diretores do BC voltam a se encontrar para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.

No último encontro, quando manteve a Selic em 13,75% ao ano, o Copom afirmou que o ambiente inflacionário continua desafiador e garantiu que "não hesitará" em retomar o ciclo de ajuste dos juros caso o processo de desinflação não transcorra como esperado.

Segundo analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo BC, a Selic será mantida no atual patamar na reunião desta quarta-feira. O avanço das expectativas para a inflação mostra um período mais prolongado dos juros elevados, com a taxa em 12,5% ao ano do ano e de 9,5% ao ano em dezembro de 2024.

As percepções levam em conta que a taxa Selic é a principal ferramenta de política monetária para reduzir a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas opções de investimento pelas famílias.

Taxa Selic

A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, perto da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

Fonte: R7

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