Arqueólogos encontram as tumbas mais ricas da Idade do Bronze; veja!

Centenas de artefatos antigos, incluindo tiaras de ouro puro, foram desenterrados de túmulos da elite da Idade do Bronze na ilha de Chipre, no Mar Mediterrâneo, por arqueólogos.
Centenas de artefatos antigos, incluindo tiaras de ouro puro, foram desenterrados de túmulos da elite da Idade do Bronze na ilha de Chipre, no Mar Mediterrâneo, por arqueólogos.
Para quem tem pressa:
- Arqueólogos encontraram tumbas da elite da ilha de Chipre, no Mar Mediterrâneo, na Idade do Bronze (3300 a.C – 1200 a.C);
- Essas estão entre as tumbas mais ricas já encontradas no Mediterrâneo, segundo os pesquisadores;
- A riqueza esbanjada nos túmulos veio do comércio de cobre – na época, um crucial para fazer bronze;
- Os achados mostram que os túmulos provavelmente eram de famílias, além de apontar para a multiculturalidade da região.
Os artefatos incluem muitos importados para Chipre de outras grandes culturas da região, incluindo os minóicos em Creta, os micênicos na Grécia e os antigos egípcios.
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Elite da Idade do Bronze

As inúmeras descobertas de ouro, provavelmente importadas do Egito, demonstram que os egípcios receberam cobre em troca.Peter Fischer, arqueólogo e professor emérito da Universidade de GotemburgoOs arqueólogos também encontraram itens do cotidiano, como espinhas de peixe de água doce do Nilo.
“Eles vieram com navios egípcios ou com tripulações cipriotas que retornavam, demonstrando o intenso comércio entre essas culturas”, disse Fischer.
Artefatos preciosos

As duas tumbas continham mais de 500 artefatos. Entre eles, estavam:
- Cerâmica de Creta, Grécia e Sardenha;
- Ornamentos feitos de âmbar do Báltico;
- Pedras preciosas (por exemplo, lápis-lazúli azul do Afeganistão e cornalina da Índia);
- Espelhos de bronze;
- Adagas, facas e pontas de lança.
Entre os artefatos mais notáveis ??estão os diademas de ouro, gravados com imagens de touros, gazelas, leões e flores.
Embora pareçam ter um estilo minoico, os diademas provavelmente foram feitos no Egito durante a 18ª dinastia, por volta de 1550 a.C. e 1295 a.C. – e talvez na época do faraó Akhenaton e Nefertiti, de acordo com o comunicado.
Ricos pelo cobre

O cobre era ligado ao estanho para fazer bronze, por isso era muito procurado.
[As tumbas] estão entre as mais ricas já encontradas na região do Mediterrâneo. Os artefatos preciosos da tumba indicam que seus ocupantes governaram a cidade, que era um centro para o comércio de cobre no período entre 1500 e 1300 aC.Peter Fischer, arqueólogo e professor emérito da Universidade de GotemburgoNaquela época, “Chipre era um ‘cadinho’ de culturas, provavelmente dominando o comércio no Mediterrâneo oriental”, acrescentou ele.
Túmulos de famílias

Cada tumba tinha várias câmaras conectadas à superfície por uma passagem estreita; e continham os restos mortais de várias pessoas, incluindo os de uma mulher enterrada ao lado de uma criança de 1 ano.
É possível que os túmulos fossem reais, mas pouco se sabe sobre a forma de governo em Chipre naquela época, segundo Fischer.
Os túmulos são obviamente túmulos de família… mantendo a família unida na vida após a morte.Peter Fischer, arqueólogo e professor emérito da Universidade de GotemburgoFischer disse que os pesquisadores usarão a análise de DNA para determinar como as pessoas enterradas nas tumbas estavam relacionadas.
Já a análise das proporções de diferentes isótopos (formas nucleares) de estrôncio nos ossos pode lançar luz sobre suas origens geográficas.
“Temos resultados preliminares que confirmam a multiculturalidade dos habitantes de Hala Sultan Tekke”, disse o arqueólogo.
Com informações de Live Science
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Fonte: Olhardigital



