Alagoas notifica 156 casos suspeitos da Varíola dos Macacos; 115 estão sob investigação

A Secretaria do Estado da Saúde (Sesau) informou, por meio de boletim, no início da noite desta segunda-feira (29) que foram notificados 156 casos suspeitos de Monkeypox, mais conhecida como Varíola dos Macacos, dos quais, 02 (1,3%) casos foram confirmados, 39 (25%) foram descartados e 115 (73,7%) encontram-se em investigação.
De acordo com a publicação da Sesau, o segundo paciente com a confirmação da doença é um homem de 35 anos e reside em Maceió. O primeiro registro aconteceu em 16 de agosto e o infectado mora em Murici.
Segundo ainda o documento divulgado pela da Sesau, além disso, verifica-se que o município de Maceió é o que possui o maior quantitativo de casos (79; 51%) seguido de Arapiraca (16; 10,3%) e Rio Largo (8; 5,2%) (Tabela 1).
No que se refere aos casos positivos: ambos são do sexo masculino, tendo como municípios de residência Maceió e Murici, com idade de 35 e 25 anos, respectivamente. Sobre a distribuição de casos por sexo, têm-se 72 (46,2%) que são do sexo feminino, 84 (53,8%) do sexo masculino.
Na última terça-feira (16), após exames laboratoriais, o primeiro caso de Monkeypox de um morador de Alagoas foi confirmado pela Fiocruz. Trata-se de um homem, de 24 anos, residente em Murici, com histórico de viagem para a Bahia. Ele não precisou ser hospitalizado e, no dia da divulgação do resultado (17/08/2022), o homem já estava recuperado, após cumprir o isolamento domiciliar.
Segundo ainda a Sesau, um jovem de 22 anos, natural do Espírito Santo (ES), foi testado quando se encontrava em viagem a Alagoas e apresentou resultado positivo para a Monkeypox, conforme resultado apresentado pela Fiocruz, caracterizando um caso importado.
Entretanto, desde o dia 08 de agosto de 2022 ele retornou para o Estado de origem e, à época, o Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs) de Alagoas comunicou o caso às autoridades sanitárias do ES.
De conformidade com a Sesau, os casos classificados como em investigação permanecem aguardando os resultados dos exames de diagnóstico para divulgação, uma vez que são processados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Para isso, o material biológico é coletado pelo Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL) e encaminhado para a capital carioca, por meio de uma transportadora contratada pelo Ministério da Saúde (MS).
O órgão ressalta que os casos classificados como em investigação permanecem sob monitoramento das Vigilâncias Epidemiológicas dos municípios de origem. Conforme informações atualizadas pelas Secretarias Municipais de Saúde (SMSs), eles estão em isolamento domiciliar, sem evolução negativa do estado de saúde e, após cumprirem o período de isolamento preconizado, serão liberados.
Fonte: Secom Alagoas
