A morte não é o fim? IA ‘ressuscita’ entes queridos e gera debate

A inteligência artificial (IA) consegue criar imagens (estáticas e com movimento) e vozes a partir de amostras.
A inteligência artificial (IA) consegue criar imagens (estáticas e com movimento) e vozes a partir de amostras. E empresas viram nessa capacidade o potencial para um novo nicho de mercado: a "ressurreição digital".
Para quem tem pressa:
- Empresas chinesas têm criado "clones" digitais de pessoas falecidas usando IA, um serviço cada vez mais procurado por famílias para reviver entes queridos no país asiático;
- A tecnologia empregada pela empresa Super Brain, por exemplo, analisa fotos e vídeos para recriar digitalmente a imagem, a voz e até o comportamento da pessoa falecida. A companhia já atendeu mais de mil pedidos, contou seu fundador, Zhang Zewei;
- No entanto, o uso de IA para "ressuscitar" pessoas – principalmente celebridades – sem o consentimento de familiares gerou controvérsias e questionamentos sobre a ética e o impacto emocional dessa prática;
- O Brasil também vivenciou episódios de "ressurreição digital" de artistas – por exemplo, os envolvendo Elis Regina e Luiz Gonzaga.
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'Ressurreição digital' via IA
Para "clonar" (digitalmente, claro) o falecido, a Super Brain alimenta uma IA com fotos e vídeos da pessoa. Com base neste material, a tecnologia reproduz a imagem, a voz e até mesmo o comportamento da pessoa.
Essa, digamos, modalidade se popularizou na China após o músico Tino Bao revelar ao público sua filha "ressuscitada" por meio de IA, conforme publicado pelo veículo de comunicação chinês. Mas esse tipo de uso da tecnologia não passa incólume de polêmicas e controvérsias por lá.
Por exemplo, um criador de conteúdo usou IA para "ressuscitar" diversos artistas chineses falecidos. Até aí, (meio que) tudo bem. Mas ele não pediu permissão das famílias para isso. Resultado: deu problema. O pai de um falecido ator pediu a remoção do vídeo, por "reabrir antigas feridas emocionais".
Casos no Brasil

Outro artista a ser tirado do sossego pela IA foi Luiz Gonzaga, "ressuscitado" num dueto com o cantor João Gomes. A dupla cantou Eu Tenho a Senha, de Gomes, durante o festival iFood Arraial Estrelado, realizado no Jockey Club em São Paulo (SP). O episódio ocorreu pouco depois da veiculação (e repercussão) do comercial da VW.
Artistas famosos gringos – por exemplo: James Dean, Audrey Hepburn e Michael Jackson – também não escaparam dessa ânsia nostálgica. É como se os casos envolvendo esses famosos tivessem preparado o terreno para a onda atual de "ressurreição digital" de meros mortais – que, aparentemente, tem sido imortalizados.
Fonte: Olhardigital



